Cool shops :: Retrosaria

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Depois de um mês de intervalo aqui no blog, estou de regresso. A verdade é que nem planeei qualquer ausência, simplesmente aconteceu… e nem queria acreditar quando me apercebi que a última vez que tinha publicado tinha sido nos últimos dias de janeiro. Como é que foi possível? Espero que ainda tenha alguém aí desse lado!

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Por aqui, fevereiro foi passado entre muito trabalho, a tentar fechar ainda vários trabalhos pendentes de 2014, com sessões ao fim-de-semana, mas também a aproveitar para descansar ao máximo durante o fim-de-semana. Bem sei que quando a época arrancar, o sofá vai estar apenas nestas memórias, por isso agora é para aproveitar e carregar baterias.

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Entretanto vai havendo tempo para uns passeios inesperados durante a semana, por esta Lisboa que se está a pôr gira com a primavera a mostrar-se por aí em todos os cantos.

Há duas semanas fui bem acompanhada num Pastel de Nata Tour (que mais tarde será devidamente partilhado) e houve finalmente tempo para conhecer esta loja, onde há anos (sim, anos!) ando para visitar. Nunca tinha calhado, depois não sabia bem onde era… ou esquecia-me quando andava a passear na zona, enfim… até a este dia.

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A Rosa Pomar terá sido das primeiras craft women com a qual me cruzei quando comecei este blog e comecei a lê-los em 2009. Era giro ver que haviam pessoas que tinham profissões diferentes, viviam da criatividade e eu nessa altura consumia histórias destas como quem lê um best-seller que nos espicaça a curiosidade desde a primeira página.

E claro a visita à Retrosaria mostrou-me o que esperava encontrar, uma loja gira, cheia de tesouros, e apelo à tradição, ao que é nosso, decorada de uma forma que combina em tudo com o que é vendido e os valores que se partilham. Estar em lojas assim é bom, não é ir às compras disto ou daquilo, mas sim uma experiência… que começa cá em baixo com as caixas do correio mais giras de sempre.

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A minha amiga Susana ofereceu-me agulhas e lã no meu aniversário, porque há meses que andava a dizer que queria aprender a tricotar. Comecei logo na altura, mas entretanto o tempo foi sendo ocupado com outras coisas e a minha aprendizagem ficou pelo caminho. Vir à Retrosaria é alimentar essa vontade novamente! É ter vontade de me perder nestas cores todas e trazer uma de cada.

É querer começar projectos que nem se tem a noção do quão complexos são, mas quando se é ignorante, acha-se que se pode tudo! A Retrosaria é bonita e merece a vossa visita, e isto é que interessa, seja para sonhar mais alto do que se pode, seja para comprar uma coisa bonita com a qual se quer sonhar. É uma amálgama de cores e texturas que se quer apreciar…

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Rua do Loreto, 61 – 2ª Dir.
Lisbon, Portugal

Lisbon’s Travel Guide
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Simple things :: domingo de praia

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Estes fins-de-semana de inverno em que a azáfama dos casamentos ainda não chegou, em que sol resolve brilhar, as temperaturas tornam-se menos gélidas… convidam a passeios na rua. Ainda que 2014 ainda esteja por fechar no que diz respeito a trabalho, a luz já espreita ao fundo do túnel, e creio que em breve já posso sentir que 2015 chegou mesmo a sério.

E mesmo que o trabalho ainda seja bastante, tenho tentado desligar ao fim-de-semana, porque sei que em breve o comboio parte a toda a velocidade e só volta a parar lá para finais de outubro. Por isso, sábado fui tomar o brunch a um sítio bonito, passeei pelo Lx Factory, passeei pela Ajuda e Belém com o Kobe, jantei com amigos… Domingo foi dia de praia e de jantar uma deliciosa pizza aqui, onde já não ia há alguns anos.

Fins-de-semana assim…

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… são daqueles cujas memórias me vão dar alento e me vão fazer sentir saudades, nos fins-de-semana em que mal vou parar em casa, em que mal me sento no sofá. Esta descontração de gozar dois dias inteiros, ao mesmo tempo que todas as outras pessoas, sem qualquer peso na consciência de não estar a responder a emails… porque afinal é fim-de-semana, sabe à melhor coisa do mundo.

E é sentir que se tem tempo, que se decide fazer exactamente o que nos apetece à hora que nos apetece. É estar em casa no sofá com o nosso mais-que-tudo-de-4-patas e resolver num abrir e fechar de olhos que vamos à praia. É ver o sol a pôr-se, o dia a terminar, e as cores absolutamente fabulosas do céu a reflectir nas ondas do mar.

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O único senão é que fomos até à praia… nós e metade da cidade, porque aquilo que era para ser um passeio descontraído numa qualquer praia semi-deserta da Costa, para poder aproveitar a maresia, o sol, e pôr o Kobe a correr à vontade sem trela, transformou-se num passeio que contou com tudo isto, mas com o Kobe ao meu lado, porque estavam 30 cães na praia… tudo solto. Isto para quem tem um macho territorial é o pesadelo.

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Mas fora isso, foi uma delícia de passeio… a aproveitar uma das coisas que Lisboa tem de melhor, quando comparada com as outras capitais da Europa – é a única capital com praia a poucos minutos. E eu raramente vou à praia, mas não faz sentido não aproveitar, quando há tempo para isso!

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A luz dourada do Porto

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Nem sei por onde começar, para não sentir que pareço um disco riscado com a mesma frase vezes sem conta. Mas poderei começar pelo facto de que nunca esperei escrever esta frase “A luz dourada do Porto”, e muito menos escrevê-la numa história com fotografias tiradas no inverno.

aqui falei sobre as minhas impressões sobre o Porto antes de o ter visitado (como deve ser!) em novembro. E a verdade é que fiquei com uma impressão completamente diferente, apesar de ter passeado um só dia, dia este em que choveu imenso e esteve sempre muito cinzento. Ainda assim… dei por mim a descobrir um Porto colorido que eu desconhecia e acreditava nem sequer existir.

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Desta segunda vez antes do Natal (e ainda fui lá uma terceira para a passagem de ano), pude aproveitar mais dias e passear pela cidade em modo inteiramente turista, a fazer as coisas que se devem fazer. E fazer estas coisas durante o inverno, nos dias que antecedem o Natal, e com uns dias gloriosos de sol tem todo um outro encanto.

Passear pelas zonas que merecem ser vistas, ver o rio Douro de um e de outro miradouro, porque um só não chega e a vista é sempre deslumbrante, aventurar-me pelas ruelas e descobrir os letreiros antigos das lojas de ferragens e de confecções, deliciar-me com as lojas de bacalhaus e vinhos, com ar antigo, mas com os clientes e a azáfama habitual antes do Natal…

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Claro que ainda houve tempo para visitar os Clérigos e subir os inúmeros degraus da torre até ao último piso e apreciar a vista absolutamente magnífica. Depois dar um salto até aos Jardins do Palácio de Cristal e apreciar o belíssimo dia de inverno e aquecer as mãos ao sol, sentar no muro e absorver mais uma vez a luz do rio Douro. E como é óbvio, este passeio não estaria completo sem atravessar a Ponte D. Luís e do Cais de Gaia deixar-me encantar com a Ribeira do Porto e toda a cidade a crescer em colinas.

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Houve tempo para fotografar a cidade de noite e ver como bonita fica com as luzes reflectidas no rio. Houve tempo para apreciar a arquitectura tão diferente da de Lisboa, e tão bonita e típica à sua maneira. Os prédios cobertos de azulejo, de cores e de roupa estendida.

E finalmente apreciar a luz dourada. A luz dourada e ligeiramente rosa que reflecte nas fachadas dos prédios e suas imensas janelas. A luz de Lisboa é única, é verdade. Mas vim a descobrir uma luz também tão única neste Porto, que dava por mim a parar na rua para a apreciar.

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Esta cidade está repleta de uma riqueza arquitectónica única, tantos são os detalhes, as fachadas impressionantes, e tantos são também os edifícios a gritar por um restauro. Sem dúvida que muito há ainda a fazer nesta cidade, mas o que está a ser feito está a dar uma nova vida à cidade.

E é tão fácil esbarrar com uma loja, uma galeria, um restaurante ou uma café/galeria que nos convidam a entrar e a sentar (vejam as recomendações no final do post!). E foi também isto que me impressionou neste Porto e me fez sentir em casa.

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É… dizem que os lugares carregam a emoção das experiências que vivemos neles, carregam as histórias que vivemos com as pessoas e as pessoas desses lugares… e talvez seja disso. Ou talvez o Porto seja mesmo assim.

Mas de uma ou de outra forma conquistou-me e mal posso esperar pela próxima visita, que será em breve!

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 Para tomar o pequeno-almoço/brunch:
Amarelo Torrada
Casinha Boutique

Para almoçar e lanchar:
Munchie
Casa Guedes
Mesa 325
Oficina CC

Para fazer compras:
CRU
Ó Galeria
Almada 13
Workshops Pop Up
Coração Alecrim

Mais histórias do Porto aqui!
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simple things :: os dias de calor

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Sabem como é sentir que as fotografias nos levam aos momentos em que foram tiradas? Sabem a sensação de olhar para as fotografias e ainda nos lembrarmos daqueles dias, do calor que fazia, de como nos sentíamos, do que nos ocupava a cabeça, do que tínhamos vestido… ou dos nossos planos para esse dia? Ou de como resolvemos sair de casa e passear sem destino, mas fotografámos o nosso percurso para não esquecer do que nos ia na cabeça?

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Hoje não escrevo sobre nada em particular, mas gostava de deixar um conselho – fotografem muito, vivam muito. Sempre que estiverem felizes, sempre que estiverem tristes, mesmo quando está a chover e não apetece sair de casa, ou quando está um calor que não se aguenta, mas andamos na rua, porque em casa está pior e apetece aproveitar os dias de calor, antes que estes sejam memórias apenas de um tempo passado.

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Olho para estas fotografias e eu sei o que está aqui. Estão dias e momentos felizes, momentos tristes, passeios por Lisboa e Alentejo em boa companhia, brunch em sítios bonitos, janelas, portas e azulejos… estão sorrisos e gargalhadas à sombra e ao sol, estão segredos contados à beira-rio, estão plantas à porta, casas caiadas e roupa estendida ao sol.

Aconteça o que acontecer, o mundo continua a acontecer à nossa volta. E eu não me recordaria destes detalhes, se não tivesse tirado estas fotografias. Mesmo que até sejam de momentos menos felizes, aconteceram e fazem parte da minha história, mas sem ter tirado algumas destas fotografias, eram detalhes perdidos na memória, porque a cabeça estava ocupada com outras coisas. Ou quando retratam dias felizes, além das memórias que ficam, é bom poder ter estas fotografias e sentir-lhes o sabor doce que carregam.

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Filme revelado e digitalizado por Carmencita Film Lab * Yashica TL Electro * Kodak Portra 160

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O jantar de Natal… antes que Janeiro acabe!

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É sabido que os amigos são a família que nós escolhemos. E no Natal é suposto celebrarmos com a família, e por isso nada faria mais sentido do que celebrar o Natal com esta família que se escolhe. Quem me acompanha e me conhece, sabe que esta família é bem recente. Mas isso não quer dizer que seja melhor ou pior do que as famílias que se têm há muito tempo.

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Quando escrevi este post há uns meses atrás falava precisamente de arranjarmos espaço para receber amigos novos na nossa vida, bem como arranjar espaço para estar com os de sempre. É que o problema às vezes é esse… os de sempre têm lá estado sempre.

E vamos adiando porque agora não dá jeito, porque hoje estou com preguiça, porque queria trabalhar à noite, porque não queria gastar dinheiro agora num jantar, porque fica para amanhã. Enfim… as desculpas (umas mais válidas do que outras) vão-se amontoando e quando damos por ela, é possível que passe quase um ano sem vermos algumas pessoas que nos são muito próximas. Vidas de gente crescida!

Jantar de Natal II

Mas não tem de ser assim, não pode ser assim e não deve. Ocupados todos nós andamos. E quando não andamos, a verdade é que às vezes fica bem dizer que andamos. E claro sabe bem estar sozinho, sossegado ou sabemos que muitas vezes temos de trabalhar mais um bocadinho, mas estar com quem nos quer bem, faz-nos bem. E é preciso dar lugar a esse tempo.

E estes amigos receberam-me nas suas casas de braços abertos e sorriso rasgado. E isso é especial. Levaram-me a passear, fizeram-me apaixonar pelo Porto e deram-me a provar as suas iguarias (porque é que eu nunca tinha ouvido falar do Guedes?!) e desconfio seriamente que tenham um plano secreto – de me roubarem a Lisboa. Ai ai Porto, Porto!

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E tudo isto para vos mostrar o bonito que estava o jantar preparado pela dupla do We Blog You, aliás como é habitual. Foi um jantar animado e delicioso, com uma mesa bonita para nos sentarmos, com direito a apontamentos em crochet feitas pela Raquel Caldevilla, muitas velas e raminhos verdes alusivos à época, e troca de prendas depois da meia noite, como manda a tradição.

Há dias que podiam repetir-se e este é um deles.

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