A Menina Lisboa sou eu!

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Hoje apetece-me falar da Menina Lisboa. Apetece-me falar porque assim sem quase dar por ela, cresceu e ontem chegou aos 5000 seguidores no Facebook. Ora sabemos que estes números valem o que valem, mas é sempre bom saber que há quem goste do que fazemos, quem interaja connosco, quem se identifique com o que criamos.

E a Menina Lisboa sou eu. Além da Claudia “Twiggs” que é fotógrafa, que adora fotografar pessoas, a natureza, sítios bonitos, e Lisboa, há a Claudia “Menina Lisboa” que adora criar padrões, misturar cores e pensar em coisas bonitas para a casa.

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Gostava de ter mais tempo para cada uma destas áreas, mas ainda assim, a cada ano que passa, e devido ao crescimento de cada uma delas, há coisas que ficam para trás. Mas é como aquele ditado, “Quando se fecha uma porta, abre-se uma janela” e aqui tem precisamente isso. A cada ano que passa fecho uma porta, porque quero abrir outra. Nem é uma janela, é uma porta inteira!

Já fiz web-design e deixei de o fazer. Já fiz design-gráfico para pequenas marcas, mas deixei de o fazer. Tudo porque quero dividir o meu tempo entre a Hello Twiggs e as pessoas e histórias que fotografo, e a Menina Lisboa e os padrões e cores que misturo com frases giras e que me inspiram.

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A Menina Lisboa nasceu precisamente do meu amor por Lisboa e assim que o nome me surgiu na cabeça, tinha a certeza de que era o certo. Deve ter sido como o amor à primeira vista, não se explica, mas sente-se que é diferente. A Menina Lisboa nem tem propriamente Lisboa nos seus padrões, mas são muitas vezes as cores desta cidade que me inspiram. E outras vezes não. Mas a Menina não deixa de ter Lisboa no coração.

A Menina Lisboa são as cores e os padrões, são quartos assim arejados e cheios de luz, são vidas coloridas e detalhes bonitos. São posters, cadernos e almofadas para tornar os nossos dias mais bonitos e confortáveis. E claro, além de criar ainda há este trabalho todo de produção fotográfica “all in one”, mas não posso dizer que não adoro, porque adoro!

Porque este é mesmo o meu quarto, os cantos e recantos da minha casa, estas são as roupas que eu uso e os objectos que fazem parte do meu dia-a-dia. Saber que há quem se identifique com tudo isto é sentir-me de coração cheio e feliz por ter seguido com a minha vontade de criar.

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Muitas vezes perguntam-me se gosto mesmo a sério de fotografar casamentos, isto quase com um tom já de si um pouco incrédulo, como se ninguém no seu perfeito juízo gostasse de fotografar 20, 30 ou 40 casamentos por ano. E eu respondo que adoro. Adoro porque são dias diferentes, são dias bonitos e emotivos e eu sinto-me parte dos amigos que estão a testemunhar os votos daquelas duas pessoas.

Mas a verdade é que não conseguiria fazer apenas isto o ano inteiro, todos os dias da semana. Preciso de ter um outro escape. E foi assim, que aos poucos a Menina Lisboa cresceu, ainda sem nome. E hoje é uma menina dona do seu nariz.

É a Menina Lisboa. E a Menina Lisboa sou eu!

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a crush for ceramics

Depois da ode ao amarelo mostarda, bastaram 3 segundos a olhar para o meu Pinterest para perceber que uma das minhas últimas predilecções são as cerâmicas. Ainda me lembro das cerâmicas lá de casa… umas bem portuguesas, outras nem tanto, e cuja origem nunca percebi, porque eram asiáticas e de cada vez que falava do assunto, a minha mãe respondia-me com um “Não gozes, porque comprei-as no Grandella!”.

Para quem não sabe o Grandella eram uns armazéns situados ao lado dos Armazéns do Chiado, e que arderam também no incêndio do Chiado em 1988. Ou seja, terem sido compradas lá, eram para a minha mãe, sinónimo de peças de valor. Ainda assim, nunca entendi as senhoras de olhos em bico no meio da Vista Alegre. Anos volvidos e entretanto fiz as pazes com as peças em cerâmica, principalmente porque cada vez mais se vêem peças absolutamente maravilhosas, delicadas, de cores bonitas e que apetece quase mimar.

Além das sobejamente conhecidas peças de cerâmica da Anna Westerlund, que já entraram na minha wishlist aqui, hoje trago outras que fazem as minhas delícias e fariam mais ainda, se estivessem cá em casa. É pena que algumas já não estejam disponíveis, mas deixo-vos referências à loja/criador das mesmas.

Blog Post- Favorites Ceramics
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No meio de tantas coisas bonitas que se vão comprando para a casa, é certo que por vezes não compramos as coisas mais práticas do mundo, mas apenas porque são bonitas. Se tiverem uma função prática, melhor ainda, mas mesmo que não tivessem, seriam igualmente bonitas.

Mas acho que vale sempre a pena apelar ao termos menos coisas, mas coisas bonitas, que nos fazem felizes, que fazem os nossos dias começar melhor (imaginem-se a beber o primeiro chá, leite ou café do dia numa caneca assim bonita, feita à mão?), ou para dar aquele toque de cor à divisão, ou até só um toque mimoso, porque é o que as andorinhas Otchipotchi fazem! Hoje o tema são cerâmicas e a delicadeza que nos trazem!

E desta lista, quais são as vossas preferidas?

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bride & friends :: vivi

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Quem acompanha o meu trabalho sabe que adoro Lisboa e que adoro mostrar Lisboa, por isso receber por cá pessoas que não são de cá e escolheram esta cidade para uns dias de férias, enche-me o coração! Enche mais ainda quando me escolhem para os fotografar!

Foi o caso da Vivi, que escolheu Lisboa para vir celebrar a sua despedida de solteira com os amigos. Vindos directamente da belíssima Côte d’Azur, alugaram uma casa bem gira na Graça (uma que eu não me importaria nada de ter) e passaram cá 3 dias!

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Ao segundo dia fizemos a sessão pelas ruas da Graça e Alfama, com um dia de sol fabuloso e com um cheirinho a Santos Populares no ar! E que saudades dos Santos Populares, e do cheiro que Lisboa tem durante o início do verão! Saudades da azáfama nas ruas e nos bairros que começam a organizar as sardinhadas na rua.  Saudades dos manjericos à venda em cada esquina pelas senhoras de bata comprida e do pôr-do-sol de verão nos miradouros.

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Rapazes e raparigas divertiram-se, riram-se e acho que ficaram com saudades de Lisboa quando partiram! Estas fotografias até a mim me deixam saudades! E é giro ver também como nos podemos desprender do convencional, porque apesar de ser uma despedida de solteira, não é apenas um grupo de raparigas, mas um grupo de amigos. Rapazes e raparigas, porque são estes os amigos e seria com eles que faria sentido passar este fim-de-semana, com certeza.

Por isso, aqui fica a sugestão, façam das vossas despedidas de solteiro/a um hino aos amigos, sejam eles meninos ou meninas!

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Best of 2014 Hello Twiggs

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simple things :: viver junto ao rio

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Cada vez que falo da zona onde vivo, falo do rio e do prazer que me dá viver ao lado deste. Ainda quando não estou mesmo junto ao rio, o prazer começa assim que saio de casa, porque quando saio do prédio, o que vejo no horizonte é o rio. É o sair de casa e não me sentir claustrofóbica por estar no meio de prédios altos sem ver o horizonte, é conseguir ver água, conseguir perceber que o pôr-do-sol vai estar esplendoroso e que em 10min. a pé posso estar sentada à beira-rio a beber qualquer coisa.

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Fala-se muito da qualidade de vida de quem vive em Lisboa, e muitas vezes no sentido de termos pouca qualidade de vida. Ora por causa do trânsito, ora porque as pessoas não têm o hábito de sair depois do trabalho, ora porque tudo é caro… as razões são mais do que muitas.

No entanto, a verdade é que cada um pode opinar o que quiser e com certeza algumas pessoas assinarão por baixo destes motivos. Eu só posso falar por mim, do que faço, e do que vejo os outros fazerem. E claro, vivendo num bairro onde posso fazer tudo a pé, estando numa zona gira, trabalhando em casa e sendo freelancer, são claramente factores que ajudam a tirar partido da cidade onde vivo e da zona que escolhi para viver.

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Vivo há quase 10 anos em Lisboa e há mais de 7 na Ajuda. Não trocaria este bairro por outro, ou quando muito esta zona, porque me sinto em casa. Com o Kobe exploro a Ajuda, Belém e o Restelo, vamos para Monsanto ou para o pé do rio… com os amigos tomo o pequeno-almoço aqui na zona (ai o Careca, o Careca!), vou ao CCB ou à Fundação EDP, e bebo um copo com os pés quase no rio, enquanto o sol se põe…

E o que é curioso é que estas zonas por onde ando estão sempre cheias de turistas, mas também de lisboetas. Junto ao rio encontro famílias, casais, grupos de amigos ou pessoas sozinhas a passear, caminhar ou a correr. As esplanadas estão cheias, há bicicletas e cães sempre a passar!

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Por isso, do que vejo parece-me até que muitos de nós sabemos tirar partido da cidade, aproveitamos o que ela tem e vivemos mais a rua, o que com o clima que temos, só faz sentido! Já quis viver em Nova Iorque, já quis mudar-me para Copenhaga. Mas acabo sempre por voltar ao mesmo sentimento de realização de que é em Lisboa que quero estar e é aqui que sou feliz.

No outro dia, depois de passear o Kobe percebi que o dia estava a terminar com umas cores esplendorosas. Sem demoras, agarrei na máquina e fui ver o dia a terminar junto à ponte. As cores do céu a contrastarem com as da ponte, e as luzes da ponte a refletirem sobre o rio fizeram as minhas delícias.

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No dia seguinte, o inverso… eram 6h30 e fui com o Kobe ver o sol nascer. Foi giro, muito giro. A cidade sentia-se silenciosa ainda, e eram poucas as pessoas na rua, mas o que é certo é que já havia algumas e à medida que o relógio avançava, cada vez se viam mais pessoas a correr ou a andar de bicicleta, ainda antes das 7h da manhã. O dia nasceu tão bonito como tinha terminado 12h antes.

Ver o dia a nascer tem outro impacto sobre o que queremos fazer nesse dia. Ver o dia a nascer dá-nos um alento diferente, e coloca-nos numa outra posição perante as horas que se seguem. E isto pode parecer cliché, filosofia barata ou literatura de quiosque, mas assistir ao nascer do sol e sentir toda a cidade a acordar lentamente, sentir o movimento a aumentar devagarinho, a claridade a inundar as ruas, os candeeiros a apagar… é ter a certeza de que todos os dias que temos são diferentes, por mais rotineiros que sejam.

E a cada dia que temos é uma oportunidade nova de fazer algo diferente, de mudar essas rotinas, de acrescentar algo, de tomarmos alguma iniciativa, de tomarmos conta desse dia novo que nasceu.

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Quanto a nós, passeámos durante uma hora e calmamente voltámos para casa para tomar um pequeno-almoço a dois, como só poderia ser quando se tem um cão.

Viver junto ao rio é poder fazer estas coisas e eu gosto de as poder fazer.

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ikea invites :: mais varandas, menos marquises

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A semana passada estive presente numa press conference da IKEA com um mote que acho absolutamente fabuloso: Mais varandas, menos marquises! De facto, para quem é português e vive por cá, conhece perfeitamente este fenómeno (que nada abona na beleza paisagística) que são as marquises. E apesar de todos sabermos o porquê de elas existirem, a verdade é que ninguém quer rejeitar a necessidade das mesmas, mas apenas contrariar o ser um espaço desmazelado, desarrumado e mal aproveitado.

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Ainda no outro dia apercebia-me disso aqui na rua. Em geral, as marquises existentes têm vidros feios (transparentes ou foscos) e nota-se de fora toda a desarrumação que existe ali. Uma varanda transformada numa divisão, mas que em vez de ser aquela divisão interior onde colocamos as coisas, apagamos a luz e fechamos a porta rapidamente para nos esquecermos de que existe ali aquele “monstro” a crescer, é uma varanda… que se vê da rua.

E no nosso país, cheio de sol… porque não aproveitar? E claro, como já ouvi dizer, podem sempre argumentar que nós por termos este sol todo, ao contrário dos nórdicos, não sentimos esta necessidade extrema em aproveitar todo o sol existente. Mas reparem… os nossos vizinhos espanhóis têm um clima soalheiro que baste e no entanto, são exímios em varandas floridas e bonitas (pequeninas ou grandes).

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Para quem não sabe, eu sou uma pequena afortunada com a minha casa, porque vivo num bairro de Lisboa, onde tenho um quintal, com árvores de fruto, uma parreira que me dá a sombra tão necessária durante o verão, imenso espaço para estender a roupa e um cão que se delicia nos banhos de sol. Aliás é óbvio que, entre ele e eu, ele ganha-me nesta tarefa. Mas entre achar que tenho o quintal mal aproveitado, existe ainda o facto de que é durante o tempo bom em que trabalho mais, logo esta coisa de fim-de-semana a apanhar sol no quintal não existe para mim. Mas quero que exista durante a semana.

E todos os anos penso “Tenho de convidar os amigos, fazer uma sardinhada e inaugurar a época!” e todos os anos falho redondamente nestes planos. Este ano quero contrariar esta tendência!

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Por isso, este convite e este mote “Mais varandas, menos marquises” veio mesmo a calhar, para pensar em formas de pôr o quintal bonito, apetecível e começar a tomar os pequenos-almoços na rua… e quem sabe o almoço… ou qualquer coisa que o valha! Mas aproveitar este espaço exterior, vir para a rua sempre que possa para depois ter memórias boas que me dêem energia durante o inverno!

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A IKEA preparou nas lojas diversos ambientes de varandas e espaços exteriores, de modo a haver um espaço que se adeque com cada tipo de cliente, desde as famílias com crianças, os casais sem filhos que gostam de receber, os solteiros e solteiras, os devotos do ambiente com hortas em varandas, os das churrascadas… De tudo o que vi na colecção de exterior deste ano, a IKEA esmerou-se nas cores e padrões! Apetecia trazer tanta coisa, apetecia dar mais uma oportunidade à jardinagem (já que tenho falhado redondamente, até nas ervas aromáticas!) e apostar nas refeições ao ar livre e nos banhos de sol.

Em baixo ficam alguns dos meus favoritos:

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E por aí, há planos para as vossas varandas, terraços, quintais? Que me dizem de aproveitar mais o sol com estas cores?

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