A luz dourada do Porto

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Nem sei por onde começar, para não sentir que pareço um disco riscado com a mesma frase vezes sem conta. Mas poderei começar pelo facto de que nunca esperei escrever esta frase “A luz dourada do Porto”, e muito menos escrevê-la numa história com fotografias tiradas no inverno.

aqui falei sobre as minhas impressões sobre o Porto antes de o ter visitado (como deve ser!) em novembro. E a verdade é que fiquei com uma impressão completamente diferente, apesar de ter passeado um só dia, dia este em que choveu imenso e esteve sempre muito cinzento. Ainda assim… dei por mim a descobrir um Porto colorido que eu desconhecia e acreditava nem sequer existir.

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Desta segunda vez antes do Natal (e ainda fui lá uma terceira para a passagem de ano), pude aproveitar mais dias e passear pela cidade em modo inteiramente turista, a fazer as coisas que se devem fazer. E fazer estas coisas durante o inverno, nos dias que antecedem o Natal, e com uns dias gloriosos de sol tem todo um outro encanto.

Passear pelas zonas que merecem ser vistas, ver o rio Douro de um e de outro miradouro, porque um só não chega e a vista é sempre deslumbrante, aventurar-me pelas ruelas e descobrir os letreiros antigos das lojas de ferragens e de confecções, deliciar-me com as lojas de bacalhaus e vinhos, com ar antigo, mas com os clientes e a azáfama habitual antes do Natal…

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Claro que ainda houve tempo para visitar os Clérigos e subir os inúmeros degraus da torre até ao último piso e apreciar a vista absolutamente magnífica. Depois dar um salto até aos Jardins do Palácio de Cristal e apreciar o belíssimo dia de inverno e aquecer as mãos ao sol, sentar no muro e absorver mais uma vez a luz do rio Douro. E como é óbvio, este passeio não estaria completo sem atravessar a Ponte D. Luís e do Cais de Gaia deixar-me encantar com a Ribeira do Porto e toda a cidade a crescer em colinas.

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Houve tempo para fotografar a cidade de noite e ver como bonita fica com as luzes reflectidas no rio. Houve tempo para apreciar a arquitectura tão diferente da de Lisboa, e tão bonita e típica à sua maneira. Os prédios cobertos de azulejo, de cores e de roupa estendida.

E finalmente apreciar a luz dourada. A luz dourada e ligeiramente rosa que reflecte nas fachadas dos prédios e suas imensas janelas. A luz de Lisboa é única, é verdade. Mas vim a descobrir uma luz também tão única neste Porto, que dava por mim a parar na rua para a apreciar.

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Esta cidade está repleta de uma riqueza arquitectónica única, tantos são os detalhes, as fachadas impressionantes, e tantos são também os edifícios a gritar por um restauro. Sem dúvida que muito há ainda a fazer nesta cidade, mas o que está a ser feito está a dar uma nova vida à cidade.

E é tão fácil esbarrar com uma loja, uma galeria, um restaurante ou uma café/galeria que nos convidam a entrar e a sentar (vejam as recomendações no final do post!). E foi também isto que me impressionou neste Porto e me fez sentir em casa.

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É… dizem que os lugares carregam a emoção das experiências que vivemos neles, carregam as histórias que vivemos com as pessoas e as pessoas desses lugares… e talvez seja disso. Ou talvez o Porto seja mesmo assim.

Mas de uma ou de outra forma conquistou-me e mal posso esperar pela próxima visita, que será em breve!

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 Para tomar o pequeno-almoço/brunch:
Amarelo Torrada
Casinha Boutique

Para almoçar e lanchar:
Munchie
Casa Guedes
Mesa 325
Oficina CC

Para fazer compras:
CRU
Ó Galeria
Almada 13
Workshops Pop Up
Coração Alecrim

Mais histórias do Porto aqui!
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simple things :: os dias de calor

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Sabem como é sentir que as fotografias nos levam aos momentos em que foram tiradas? Sabem a sensação de olhar para as fotografias e ainda nos lembrarmos daqueles dias, do calor que fazia, de como nos sentíamos, do que nos ocupava a cabeça, do que tínhamos vestido… ou dos nossos planos para esse dia? Ou de como resolvemos sair de casa e passear sem destino, mas fotografámos o nosso percurso para não esquecer do que nos ia na cabeça?

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Hoje não escrevo sobre nada em particular, mas gostava de deixar um conselho – fotografem muito, vivam muito. Sempre que estiverem felizes, sempre que estiverem tristes, mesmo quando está a chover e não apetece sair de casa, ou quando está um calor que não se aguenta, mas andamos na rua, porque em casa está pior e apetece aproveitar os dias de calor, antes que estes sejam memórias apenas de um tempo passado.

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Olho para estas fotografias e eu sei o que está aqui. Estão dias e momentos felizes, momentos tristes, passeios por Lisboa e Alentejo em boa companhia, brunch em sítios bonitos, janelas, portas e azulejos… estão sorrisos e gargalhadas à sombra e ao sol, estão segredos contados à beira-rio, estão plantas à porta, casas caiadas e roupa estendida ao sol.

Aconteça o que acontecer, o mundo continua a acontecer à nossa volta. E eu não me recordaria destes detalhes, se não tivesse tirado estas fotografias. Mesmo que até sejam de momentos menos felizes, aconteceram e fazem parte da minha história, mas sem ter tirado algumas destas fotografias, eram detalhes perdidos na memória, porque a cabeça estava ocupada com outras coisas. Ou quando retratam dias felizes, além das memórias que ficam, é bom poder ter estas fotografias e sentir-lhes o sabor doce que carregam.

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Filme revelado e digitalizado por Carmencita Film Lab * Yashica TL Electro * Kodak Portra 160

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O jantar de Natal… antes que Janeiro acabe!

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É sabido que os amigos são a família que nós escolhemos. E no Natal é suposto celebrarmos com a família, e por isso nada faria mais sentido do que celebrar o Natal com esta família que se escolhe. Quem me acompanha e me conhece, sabe que esta família é bem recente. Mas isso não quer dizer que seja melhor ou pior do que as famílias que se têm há muito tempo.

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Quando escrevi este post há uns meses atrás falava precisamente de arranjarmos espaço para receber amigos novos na nossa vida, bem como arranjar espaço para estar com os de sempre. É que o problema às vezes é esse… os de sempre têm lá estado sempre.

E vamos adiando porque agora não dá jeito, porque hoje estou com preguiça, porque queria trabalhar à noite, porque não queria gastar dinheiro agora num jantar, porque fica para amanhã. Enfim… as desculpas (umas mais válidas do que outras) vão-se amontoando e quando damos por ela, é possível que passe quase um ano sem vermos algumas pessoas que nos são muito próximas. Vidas de gente crescida!

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Mas não tem de ser assim, não pode ser assim e não deve. Ocupados todos nós andamos. E quando não andamos, a verdade é que às vezes fica bem dizer que andamos. E claro sabe bem estar sozinho, sossegado ou sabemos que muitas vezes temos de trabalhar mais um bocadinho, mas estar com quem nos quer bem, faz-nos bem. E é preciso dar lugar a esse tempo.

E estes amigos receberam-me nas suas casas de braços abertos e sorriso rasgado. E isso é especial. Levaram-me a passear, fizeram-me apaixonar pelo Porto e deram-me a provar as suas iguarias (porque é que eu nunca tinha ouvido falar do Guedes?!) e desconfio seriamente que tenham um plano secreto – de me roubarem a Lisboa. Ai ai Porto, Porto!

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E tudo isto para vos mostrar o bonito que estava o jantar preparado pela dupla do We Blog You, aliás como é habitual. Foi um jantar animado e delicioso, com uma mesa bonita para nos sentarmos, com direito a apontamentos em crochet feitas pela Raquel Caldevilla, muitas velas e raminhos verdes alusivos à época, e troca de prendas depois da meia noite, como manda a tradição.

Há dias que podiam repetir-se e este é um deles.

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Dezembro :: 365

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E assim chegamos ao fim de 2014, deste projecto de uns longos 365 dias a fotografar diariamente. Um projecto que acabou por retratar um ano, que não tendo sido dos mais felizes, foi um ano especial. É certo que houve momentos de sabor bastante amargo, mas foi um ano de mudança… uma enorme mudança, a todos os níveis. E quem me conhece, sabe que há em mim sempre uma ponta de excitação com a mudança.

Aliás uma das questões com a qual me debato pessoalmente, é precisamente quando chego aquele momento em que acho que estou no mesmo “sítio” há demasiado tempo.

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Olhar para cada uma destas imagens de todos os meses que fui aqui partilhando é intenso, é especial, é emotivo. Lembro-me de cada momento, de cada dia e altura. Lembro-me das fases que fui passando, a excitação daquele momento, a alegria ou ansiedade, ou tristeza noutros.

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A todos os que gostam de fotografar, independentemente do que sabem acerca de fotografia, os seus aspectos técnicos, ou até do equipamento que têm, lanço-vos o desafio de se desafiarem. Olhar para trás e ver um ano inteiro retratado vale a pena. Olhar para cada uma destas imagens e lembrar o esforço que foi tão grande em alguns dias, o que aprendi, o que me desafiei… vale a pena.

Contar um ano em 365 imagens vale a pena.

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Dezembro foi um mês cheio de coisas boas, como não poderia deixar de ser. Foi o mês do meu aniversário, que foi passado entre amigos no Chiado num dia absolutamente maravilhoso. Foi o mês em que regressei ao Porto duas vezes, para celebrar o Natal com os amigos e depois do Natal passado com a família em Leiria, regressei novamente ao Porto para a passagem do ano.

Consegui estar com amigos, assistir ao concerto do David Santos (Noiserv) em modo intimista no Teatro S. Luís em Lisboa, e dos Oh Honey no Plano B no Porto. Consegui confirmar mais uma vez que o Inverno em Lisboa é uma delícia para os meus olhos e era assim que me sentia quando tinha um pôr-do-sol destes à minha frente – deliciada.

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Continuei a experimentar os auto-retratos, e apesar de a esta altura já todos estarão fartos de ver esta perspectiva de mim (do nariz para baixo), foi um desafio que sinto ter sido alcançado. Estar à vontade em frente à máquina não é fácil e é claro que nunca sai bem à primeira (nem à segunda, terceira ou quarta vez…).

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Obrigada a todos os que foram passando por aqui, deixando os vossos elogios, e palavras de motivação. Sem saber por vezes quem está aí desse lado, sei que alguém se há-de inspirar com o que escrevo, com o que partilho e é por isso que aqui estou.

Que 2015 seja bonito, seja feliz e com as aventuras que eu preciso!

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Novembro :: 365

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Novembro foi um mês bonito e cheio de coisas boas, para equilibrar um bocadinho o desânimo sentido em Outubro. Foi um mês com um cheiro a Outono muito intenso, cores lindas pelas árvores e pelo chão, cheirinho a castanhas no ar… muitos passeios com o Kobe, muitas caminhadas por Monsanto à procura de cogumelos, passeios em modo analógico e passeios com o entardecer maravilhoso desta altura do ano.

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Foi ainda o mês em que conheci pessoas que queria conhecer há muito tempo, apaixonei-me pelo Porto e prometi voltar em breve, passeei por Coimbra com esta amiga do coração e ainda foi lançado o livro mais bonito de sempre com uma fotografia minha na capa.

Antes que o mês terminasse e Dezembro chegasse, fui ainda a S. Pedro de Moel fotografar uma família. Esta sessão deixou-me feliz porque, sendo de Leiria, S. Pedro está nas minhas memórias das férias de verão por lá passadas, porque S. Pedro continua a ser o sítio bonito que sempre foi e porque a família que fotografei era um doce!

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Novembro foi mês de chuva também e dei por mim a procurar a beleza da chuva onde antes não a encontrava, quer no anoitecer, quer dentro do carro enquanto conduzia. Esta era a primeira dificuldade que sabia que ia neste projecto. Aqueles dias em que chove, em que não saímos de casa, em que nada de especial acontece, ou que andamos de um lado para o outro e quando paramos já é de noite, estamos cansados ou nem sabemos o que fotografar.

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Mas a verdade é que com o Kobe saio sempre de casa, mesmo que fosse a uma reunião de carro e estivesse a chover, a máquina ia sempre comigo… e sim, há beleza em dias de chuva, mesmo quando não parece. Aliás outra questão que aprendi foi precisamente nunca deixar a máquina em casa, mesmo depois de achar que já tinha a fotografia para esse dia.

Vários foram os dias em que consegui captar ainda algo melhor, pela insistência de ter sempre a máquina. É claro que isto não aconteceu em todos os dias deste ano, mas foi bastante frequente e deu origem a fotografias muito bonitas!

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Novembro foi por isso um mês bonito, cheio de trabalho, de um enorme cansaço, mas em que senti que fiz um esforço para poder desanuviar e estar com os amigos. Por muito cansados e até atrasados com o trabalho que temos para entregar, sair de casa, conversar com pessoas, aliviar a cabeça, arejar… será sempre melhor do que fecharmo-nos em casa até estar tudo acabado, principalmente quando o que fazemos é criativo.

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