Love-Birds :: Helena + Lino

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Quem trabalha como fotógrafo de casamento sabe que há datas que são especiais, que são mais requisitadas, que são mais populares e que muito certamente teremos pouca ou nenhuma dificuldade em as reservar. Habitualmente uma dessas datas é o primeiro sábado de setembro, que é por excelência um dos meses mais procurados para casar. É um mês simpático, com calor, mas sem a azáfama de agosto.

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Habitualmente é o mês que reservo primeiro, mas curiosamente, em 2014 tinha todos os fins-de-semana de setembro fechados à exceção daquele primeiro, para o qual tantos pedidos já tinha recebido. Mas é mesmo assim… e a verdade é que se tivermos um sábado livre (ainda que tal aconteça quase excepcionalmente) até não é mau, porque se no meio de um ano inteiro de casamentos e sessões, tiver um livre sabe como se fosse a melhor coisa do mundo.

E assim estava o meu 6 de setembro, até ter recebido o pedido da Helena e do Lino há cerca de um ano atrás, que iriam casar aqui pertinho de casa – na Estufa Real, numa cerimónia bastante intimista.

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A Helena veio do Brasil estudar para Portugal, conheceu o Lino, apaixonaram-se e mas ainda tiveram de viver este amor com um oceano pelo meio, durante algum tempo. Mas amor a sério é assim mesmo, sobrevive às distâncias e cresce mais forte ainda. A Helena mudou-se definitivamente para Portugal e decidiram casar num espaço que lhes seria quase como natural.

Para a sessão escolhemos o mesmo tom, viemos para o campo (no meio da cidade) que é a casa deles, o espaço que conhecem e que lhes é familiar. E tem ainda como bónus um belíssimo miradouro sobre a Ponte 25 de Abril!

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E conhecer a história da Helena e do Lino veio comprovar que não precisamos de ficar ansiosos com datas que deviam estar ocupadas e não estão. Se não ficarem ocupadas é porque devemos aproveitar ao máximo esse tempo livre, se ficarem ocupadas, será por uma história que valerá a pena conhecer e contar.

A sessão foi gira e descontraída, como se dois amigos me mostrassem um espaço especial para eles, e o casamento foi em tom intimista, pelo “meu” Jardim Botânico, tal como eu gosto. E assim continuo a acreditar que as histórias que devemos contar vêm ter connosco.

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Retrato :: Andrea

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Não me lembro ao certo quando me cruzei virtualmente com a Andrea. Sei que sabia quem ela era, e recordo-me de acompanhar a abertura da loja em 2013. No início de 2014 consegui finalmente fazer uma visita à loja para a fotografar, pois pelo que acompanhava através de fotografias, era impossível não adorar ver tudo pessoalmente e claro, queria muito conhecer a Andrea.

E é curioso que ao longo de 2014 fomos falando cada vez mais e apesar de termos algumas coisas bem distintas entre nós (eu gosto de chuva e se fosse pela Andrea era verão o ano inteiro, eu não sou muito chegada a fazer praia e isto para a Andrea é incompreensível…), temos outras em comum que valem muito mais do que estas diferenças.

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A conversa entre nós flui durante horas, é publicamente conhecido o nosso amor e devoção aos pastéis de nata desta cidade, tal como pela cidade em si, e tantas outras mais coisas. Além de tudo isto, celebramos os nossos aniversários no mesmo mês e temos uma predilecção enorme por este dia, que apesar de nos “dar mais um ano”, é sempre um motivo para celebrar.

E a Andrea tem aquele espírito positivo e energia que contagiam, e com o qual me identifico imenso. Aos 35 anos tem a confiança de quem gosta de si, tal como é, que se aceita e sabe que tem mil e um motivos para sorrir todos os dias. E é bom rodearmo-nos de pessoas assim, com esta força, com esta energia e com este sorriso enorme.

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No passado mês de dezembro, um dia antes do seu aniversário, combinámos uma sessão fotográfica em modo de passeio por esta Lisboa que nos apaixona. O destino era a Mouraria e a belíssima Casa da Severa. E foi um passeio com um cheirinho a inverno, a Natal, aos dias curtos e frios que chamam pelo chá quente e pela manta. E apesar de agora estarmos em plena primavera (ainda que com alguma timidez nos últimos dias), vai saber bem recordar uma tarde tão bem passada!

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Aqui fica a Andrea, 35 anos, com um sorriso de quem parece ter feito apenas 15, mãe de dois rapazes gémeos, com uma história de amor que começou numa viagem de Erasmus em Itália, gulosa ou por outras palavras, apreciadora das coisas boas da vida, arquitecta de formação, co-proprietária da loja-mais-querida-do-bairro, com um enorme sentido de humor e muitas mais coisas que enchem o coração a quem a tem por perto!

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Aquelas fotografias que tirei em 2013

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A semana passada partilhei algumas das fotografias de 2012 que me faziam sempre brilhar os olhos, mesmo que não tivessem nada de especial… Aquelas que continuo a achar bonitas, pelas cores, pela perspectiva, pela luz. E tal como prometido, hoje vêm as de 2013.

Algumas já serão conhecidas, mas gosto sempre de as recordar (isto quase parece um “não tinha nada para dizer no blog e fui buscar as fotografias antigas para arranjar assunto”, mas prometo que não é nada disso!), e mais uma vez perceber que há elementos que se repetem nas minhas fotografias. É sinal que sou mesmo sensível a certas coisas (de notar que há 3 candeeiros pretos antigos nesta selecção).

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E é por isso que às vezes deliro tanto quando chego a um sítio bonito para fotografar, quando os clientes me mostram os sítios onde vão casar e parece que foram escolhidos para mim, ou quando numa sessão perfeitamente normal, de repente a luz fica perfeita e eu pareço uma criança com um brinquedo novo e consigo contagiar os clientes com a minha excitação!

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E a vontade é espalhar estas fotografias pela casa. Porque eu, como fotógrafa, apelo sempre que as fotografias não “morram” nos computadores, e por isso devia fazer mais como os conselhos que dou. Mas não há paredes que cheguem para tantas fotografias que tiro, por isso a minha resolução para este ano é maquetizar alguns livros com estas fotografias! Pelo menos ficarão sempre à mão de serem vistas e apreciadas!

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E por aí, onde andam as fotografias que vocês tiram?

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A crush for film photographers

Não é segredo nenhum que adoro fotografar em filme e apesar de incluir isso em algumas sessões, acabo por fotografar em grande parte pelo prazer que me dá. E não vou repetir aquilo que é mil e uma vezes repetido por quem descobre o amor pelos rolos, mas antes partir deste tema para outra coisa que tem andado na minha cabeça há uns tempos.

Sabem quando fizeram uma coisa que vos custou tanto a terminar, em que sentiram a ansiedade por ver chegar o dia em que essa coisa ia terminar… e depois quando essa coisa está para trás, sentem falta dela? Sou eu com o meu Projecto 365. Tenho saudades dele. Dou comigo sem pegar na máquina, sem ser para trabalhar, ou talvez quando sei que vou andar pelas ruas da cidade em modo passeio.

E agora desse lado podem surgir três perguntas: 1) mas porque é que não começas um 365 outra vez? 2) mas porque é que então não andas sempre com a máquina como andavas antes? 3) e o que é que isto tem a ver com a fotografia analógica?

E são perguntas legítimas até, mas eu cá gosto das coisas certinhas e para começar um novo Projecto 365, só no dia 1 de Janeiro de 2016. E não ando sempre com a máquina atrás porque ela é pesada, e já me bastou o sacrifício de ter andado 365 dias com ela a tiracolo. Eu sei, disse há dois parágrafos atrás que sentia saudades disso. Mas o que querem? Ser ambivalente faz parte do meu charme! E quanto à resposta da pergunta 3, é que andar de máquina analógica a tiracolo é muito mais simples do que andar com a digital, muito mais agora que me apaixonei pela 35mm 1.4 da Sigma e não a largo nem por nada, o que faz com que a máquina pese ainda mais.

Conclusão, estou a escrever para me relembrar que tenho de fotografar mais com a analógica. E a verdade é que já comecei a caminhar nesse sentido. Na passada sexta-feira andei a passear pelas ruas da parte histórica de Lisboa com uma Canon AE-1 emprestada pela minha querida Susana para a testar e ver se é este ano que compro uma para alternar com a minha Yashica.

E por isso, o meu crush é por fotógrafos que fotografam quase sempre em analógico e fotografam coisas do dia-a-dia, porque é isso que me apaixona, não é tanto os retratos bonitos e de sonho de sessões ou de casamentos, mas as coisas do dia-a-dia. Porque são esses que nem sempre estão perfeitos, nem sempre as condições são as melhores, e nunca se sabe como sai. Mas sai como é e às vezes é isso que se quer e precisa.

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E prometo que entretanto irão aparecer mais posts com fotografias em filme, está bem?

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Aquelas fotografias que tirei em 2012

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Sabem aquelas fotografias que tirámos há muito tempo, mas que sempre que lhes colocamos a vista em cima, sorrimos porque continuamos a gostar tanto delas, como da primeira vez, mesmo que não tenham nada de especial? Tenho várias… grande parte delas são de Lisboa, da minha Lisboa, das suas cores, dos dias de verão em que me perdi a passear pelas suas ruas.

E por ter uma loja onde vendo as minhas fotografias, esporadicamente volto aos arquivos dos anos anteriores para perceber se existe alguma fotografia com potencialidade de venda. E como sempre, os meus olhos recaem sobre as mesmas. E por vezes dou comigo a analisá-las outra vez e pensar se alguém as compraria. E mesmo que mais uma vez ache que não, continuam a ter um especial lugar nas minhas memórias.

São aquelas fotografias, que mesmo nada de especial tenham, para nós têm tudo… mesmo que para os outros também não. Hoje deixo-vos num passeio por fotografias que tirei em 2012, re-editadas em 2015 e que fazem sempre sorrir.

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Claramente há uma predominância de tons nestas fotografias. Heras em paredes rosa, prédios rosa, paisagem urbana em tons de rosa, a Ponte 25 de Abril, o pôr-do-sol… pelos vistos os meus olhos são atraídos para estes detalhes.

E prometo que nos próximos dias passo os olhos pelos arquivos de 2013 também.

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